Após oito horas de negociação, polícia domina homem que fazia enteada refém

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Indivíduo foi contido pelos policiais que precisaram agir antes que o pior acontecesse.

Desde as seis horas da manhã desta quarta-feira (7) um homem, de 49 anos, ficou trancado dentro de casa, munido de uma faca, mantendo refém a enteada, de 19 anos. A residência fica na rua Rua Paulino Kavinski Pontarollo, no bairro Tatuquara, em Curitiba. A moça possui deficiência física e mental. A situação só foi controlada após mais de oito horas de negociação com a polícia.

Segundo o tenente Osias, da Polícia Militares, familiares do homem relataram que desde a madrugada ele ficou alterado e começou a ameaçar as pessoas na casa. O homem sofre de transtorno bipolar, de acordo com os policiais.

Assim que souberam que o homem estava com uma faca e que a jovem esta na residência, os PMs pediram reforço. “Os setores de crise da PM foram deslocados para que a situação fosse resolvida da melhor forma possível”, disse o tenente.

Negociação

Primeiro, os policiais tentaram negociar com o homem, com a ajuda da família. A sobrinha dele, Jaqueline Arruda, contou que entrou na casa para falar com o tio. “Deixaram que eu entrasse, como eu sou bem próxima dele, mas não teve conversa. Pediram para eu falar para ele largar a faca, mas ele estava muito nervoso. Falava que queria a família ali, que queria se matar na frente de todos”, disse.

Segundo familiares, ele tem transtornos psiquiátricos desde os 16 anos e já foi internado várias vezes. “Ele não fez nada para ela. Estava conversando com ela normal”, afirmou Jaqueline, sobre o comportamento do tio com a enteada. “Só na hora que eu cheguei ela começou a chorar porque queria me ver, mas depois ficou mais calma”, comentou, sobre o estado da jovem.

Vida em risco

Como o homem começou a machucar a si mesmo, conforme o tenente, foi usada uma técnica não-letal para contê-lo e evitar que colocasse a vida em risco.

“Foi usado um dispositivo elétrico incapacitante e munições de elastômero, vulgarmente conhecidas como bala de borracha. Obtivemos êxito na imobilização do indivíduo e na liberação da refém”, explicou o coronel Hudson, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Sobre o tempo que levou para o encerramento da crise, Osias comentou que “como o ambiente estava controlado, não havia necessidade de acelerar esse processo”.

Somente o homem teve algumas lesões leves que fez com a faca, mas foi atendido pelo Samu e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

 

 

Fonte/Leilane Benetta

Foto/Colaboração Rede Caveira

 

 

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