Após denúncia, 21 corpos são liberados no IML de Curitiba

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Havia 100 corpos esperando liberação, de acordo com sindicato.
Nesta sexta-feira (29), carros de funerárias fizeram fila em frente ao local

Após denúncia de acúmulo de corpos no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba, carros de funerária fizeram filas no local na manhã desta sexta-feira (29). De acordo com a direção do IML, 21 corpos foram liberados para enterro. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná afirmou que na próxima semana mais corpos serão liberados.

O caso foi divulgado pelo jornal Gazeta do Povo. A reportagem mostrou que os corpos são empilhados IML por falta de espaço. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Paraná (Sinpoapar), Leandro Cerqueira, explica que aproximadamente 5% dos corpos necropsiados não são identificados ou não são reclamados pela família.

Para que esses corpos sejam enterrados, a Justiça precisa autorizar. Quem faz o pedido é o governo estadual. Em seguida, a prefeitura providencia o sepultamento por meio das concessionárias que fornecem o serviço funerário na cidade. Contudo, existe dificuldade em conseguir vagas em cemitérios.

“Este ano, a prefeitura liberou 20 sepultamentos. E só este ano, desde janeiro até agora, cerca de 100 corpos não identificados ou não reclamados entraram no IML. Você tem corpo desde 2014 armazenado lá por conta de não ter espaço para enterrar”, disse Cerqueira.

Por meio de nota oficial, a Prefeitura de Curitiba afirmou que há 60 unidadesno Cemitério Zona Sul.

“O Município está fazendo nesta sexta-feira (29) o sepultamento de 21 corpos, e mais um na segunda-feira (1), atendendo assim todos os casos que já possuem alvarás judiciais. Há 60 unidades disponíveis no Cemitério Zona Sul e, assim, os sepultamentos continuarão sendo feitos à medida em que novos alvarás forem expedidos”, diz trecho da nota.

O IML de Curitiba atende 28 municípios, pois existe também a demanda da Região Metropolitana da capital paranaense. Na avaliação de Cerqueira, com novas autorizações como esta, a tendência é que se retome a capacidade normal do IML.

Veja a nota da Prefeitura de Curitiba
O Serviço Funerário Municipal informa que os corpos não identificados ou não reclamados seguem os trâmites legais providenciados pelo Instituto Médico Legal. Quando alguém morre e não é identificado, o corpo pertence ao Estado, assim as providências relativas à autorização judicial para o sepultamento são todas tomadas pelo IML.O Município realiza o sepultamento através de suas concessionárias que fornecem a prestação do serviço funerário. O Serviço Funerário Municipal também providencia o local para sepultamento nos cemitérios municipais, conforme disponibilidade de cada um.

A Prefeitura de Curitiba faz os sepultamentos gratuitos para famílias carentes e está com todos os pedidos protocolados atendidos (não há nenhuma pendência). Os pedidos são feitos pelo IML, através de ofício, que – depois de autorizado pelo Serviço Funerário Municipal – precisa de alvará judicial para que o sepultamento aconteça.

O Município está fazendo nesta sexta-feira (29) o sepultamento de 21 corpos, e mais um na segunda-feira (1), atendendo assim todos os casos que já possuem alvarás judiciais. Há 60 unidades disponíveis no Cemitério Zona Sul e, assim, os sepultamentos continuarão sendo feitos à medida em que novos alvarás forem expedidos.

Também vale destacar que não é atribuição da Prefeitura de Curitiba fazer os sepultamentos de pessoas não reclamadas que não são da capital. Mesmo assim, o serviço é prestado pela prefeitura de Curitiba e atualmente mais de 50% dos corpos de indigentes que estão no IML são de pessoas que morreram em outras cidades. Curitiba passou de 0,3% de funerais gratuitos, em 2012, para cerca de 13% em 2016. Só até julho deste ano, já foram feitos 5.498 funerais sociais na capital.

 

Do G1 PR

 

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